Estatuto do Torcedor proíbe a
venda de um ingresso por preço superior ao indicado no bilhete. A pena prevista
é de até quatro anos de cadeia.
Três semanas de investigação
mostram o lado triste de uma história. O Fantástico descobriu que muita gente
caiu no conto da página falsa da Fifa e pagou por um ingresso que não existia.
E sabe de onde o cambista que vendeu ingresso para o repórter Carlos de Lannoy
comanda seus negócios? De dentro de um quartel no Rio de Janeiro. Nem o carro de polícia intimida
os cambistas.
No Rio, eles atuam sem disfarce,
a poucos metros do Centro de Distribuição de Ingressos da Fifa, numa área
nobre. Um deles se apresenta como bombeiro. “Tem muita gente aí. Você está
querendo vender ou está querendo comprar?”, pergunta.
Em 2010, na África do Sul,
pessoas que compraram ingressos falsificados foram barrados na final da Copa,
entre Espanha e Holanda, no Soccer City, em Joanesburgo. No Brasil, vários
torcedores estão sendo vítimas de golpes pela internet. Sites oferecem entradas
por até 50 vezes o valor oficial. E pior: são ingressos falsos.
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro
informou em nota que vai apurar a denúncia. E que, se o crime for constatado,
levará o caso ao Ministério Público. G1
