Os funcionários dos Correios
entrarão em greve por tempo indeterminado a partir das 22h desta quarta-feira
(26). De acordo com Josué Canto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em
Correios e Telégrafos do Estado da Bahia (Sincotelba), o movimento é contra a
possibilidade de privatização da instituição, o que acarretaria na demissão de
mais de 25 mil funcionários, o fechamento de agências e também o não repasse do
dinheiro relativo ao plano de saúde dos trabalhadores, algo que tem deixado
muitas pessoas sem atendimento em algumas unidades. A estatal afirma que teve
prejuízos de R$ 2,1 bilhões em 2015 e de R$ 2 bilhões no ano passado. Em
dezembro do ano passado, foi anunciado um plano de demissão voluntária e o
fechamento de agências para reduzir os gastos. O Sincotelba, entretanto, refuta
as informações divulgadas pelos Correios e acusa a direção nacional da empresa
de realizar “manobras contábeis” para passar a impressão de que a estatal é
deficitária. “Pagamos uma consultoria a nível nacional. Eles fizeram um estudo
baseado nas atas das próprias ECT (Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos). O que vemos é que o presidente diz não tem nada a ver. Não há
rombo. Eles têm feito uma manobra de números, um provisionamento de mais de R$
1 bilhão por ano. O sindicato pede a abertura de livros contábeis”, explicou,
em entrevista ao Bahia Notícias. “Não estão pagando clínicas e hospitais e não
estamos tendo atendimento. Não estão fazendo repasses”, criticou. A categoria
também reivindica a contratação de funcionários concursados para oferecer “um
serviço de melhor qualidade” para a população. “Desde 2011, não contratam
concursados. O número de carteiros diminuiu de lá para cá, enquanto a população
aumentou. Estamos parando para manter um serviço de qualidade para a população,
não por questão salarial”, afirmou.
