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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Prefeitos e secretários realizam encontro para tratar sobre crise na saúde

No evento, os gestores municipais discutirão as ações a serem deliberadas frente ao subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS)

A União dos Municípios da Bahia (UPB), a Comissão Temática UPB – Saúde e o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde (COSEMS-BA) estão convidando prefeito(a)s e Secretário Municipal de Saúde para comparecerem a Reunião Ampliada da Saúde, a ser realizada no dia 21 de outubro, às 14 horas, na sede da UPB.

No evento, os gestores municipais discutirão as ações a serem deliberadas frente ao subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), a redução de recursos no orçamento do Ministério da Saúde e a insuficiência destes recursos para custeio das ações e programas nos meses de novembro e dezembro de 2015.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASEMS) e a Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento (COFIN / CNS), responsável em acompanhar o processo de execução orçamentária e financeira do Ministério da Saúde, apresentarão orçamento desta pasta, para financiamento das ações e programas de Saúde, anos 2015 e 2016.

Para muitos especialistas na área, o maior problema do sistema de saúde do Brasil é o subfinanciamento do setor e não apenas os aspectos relacionados à gestão. Em audiência pública na comissão temporária destinada a propor soluções para o financiamento do sistema de saúde do Brasil, o secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Jurandi Frutuoso disse que o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta dificuldades financeiras desde a criação, uma vez que foi instituído no período pós-ditadura, em que havia instabilidade econômica, com o objetivo de atender de forma universal, integral e gratuita. Os problemas se aprofundaram, segundo Frutuoso, com a menor participação da União nos gastos do setor e o consequente aumento das responsabilidades dos municípios.

Apesar de reconhecer a existência de outros desafios a serem vencidos, como os relacionados a recursos humanos, modelo institucional, controle social, entre outros, o secretário afirmou que os recursos da União não aumentaram proporcionalmente à quantidade de serviços oferecidos e ao número de pessoas atendidas.
De acordo com a Emenda Constitucional 29/2000, explicou, a União deve aplicar em saúde o valor comprometido no Orçamento no ano anterior mais a variação nominal do produto interno bruto (PIB); os estados devem investir 12% da receita e os municípios, 15%. Porém, ele ressaltou que a União aplica no setor um montante menor a cada ano, enquanto o investimento médio dos municípios é superior a 20% das receitas, um percentual maior que a exigência legal.

“Como vamos distribuir recursos do SUS, vamos priorizar o que dentro de um sistema que é universal e integral a todos os cidadãos no Brasil? Se nós não tivermos recurso novo, financiamento novo, para que a gente possa fazer uma proposta que leve em conta as necessidades de saúde do cidadão, estamos diante de uma situação que não sabemos como resolver”, ressaltou representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e secretário municipal de Saúde de Formosa (GO), Rodrigo César Faleiro de Lacerda.